Disco
df, du e lsblk, saiba exatamente o que está cheio e por quê.
df: visão por filesystem
df -h
df -h /var
df -i
df -T
df responde: quanto espaço e quantos inodes restam em
cada filesystem montado. É a primeira ferramenta quando o sistema
reclama de "No space left on device".
Assumir que "sem espaço" sempre é falta de bytes. Às vezes o problema é falta de inodes, especialmente quando há milhões de arquivos pequenos.
du: quem está consumindo
du -sh /var/*
du -sh /home/*
du -xh / | sort -h | tail
du -sh .
du te leva do sintoma ao culpado. Se o
df mostrou a partição cheia, o du mostra
quais diretórios e arquivos estão ocupando mais espaço dentro
dela.
df -hpara localizar a partição crítica.-
du -sh /caminho/*para afunilar os maiores diretórios. - Repita até achar o ponto exato de crescimento.
lsblk: mapa de discos e partições
lsblk
lsblk -f
lsblk -o NAME,SIZE,FSTYPE,MOUNTPOINTS
lsblk mostra a topologia do armazenamento: disco
físico, partições, tipos de filesystem e pontos de montagem. Ele
responde "onde isso está montado?" antes de você tomar qualquer
ação arriscada.
Cenários comuns de incidente
Os vilões clássicos são: logs crescendo sem rotação, diretório temporário lotado, dumps esquecidos, containers acumulando camadas e backups mal geridos.
df -h
du -sh /var/*
du -sh /var/log/*
lsblk -f
journalctl --disk-usage
Apagar arquivos aleatoriamente sem entender se eles estão abertos por um processo ou se pertencem a uma aplicação crítica. Primeiro identifique, depois valide impacto.
Boas práticas
- Monitore espaço e inodes, não só CPU e memória.
- Saiba onde logs, backups e artefatos temporários crescem.
- Antes de apagar, confirme dono, finalidade e se há processo usando.
- Entenda qual device e partição sustentam cada mountpoint.